Reflexão Terceiro Domingo da Quaresma

Estamos na Quaresma, é tempo de reflexão e mudança de vida. Temos neste tempo as graças derramadas pela Igreja em abundância sobre aqueles que se abrem a Deus na oração, na penitência e na prática da caridade.

Assim vemos na liturgia deste fim de semana o Senhor mostrando seu amor e sua benevolência em favor de seu povo. Ele se revela a Moisés manifestando seu nome. O povo hebreu já estava, durante 600 anos, caminhando sob a inspiração de Abraão que recebera de Deus a revelação e a promessa que seu povo seria a raça escolhida para Deus se manifestar, mas Deus não havia revelado quem ele era. Agora, em Moisés, Deus se dá a conhecer de forma íntima revelando o seu nome.

Mas também, Deus revela como um Deus amoroso: “Sim, conheço os seus sofrimentos”. E envia Moisés para libertar o povo da escravidão. A partir deste acontecimento Deus se coloca ao lado de seu povo e cuida deles de forma particular mesmo em suas infidelidades.

Neste sentido Paulo mostra que Deus é amor, mas também quer ver uma correspondência por parte de seu povo. Todo relacionamento deve haver uma sintonia das partes e isso é o que mais “fere” o coração de Deus quando a pessoa ignora o seu Senhor ou fica murmurando diante do altíssimo. Deus é misericórdia, mas é justiça igualmente, certo que nos trata com seu amor misericordioso e sempre vem em nosso socorro, sempre busca dar um tempo, propor algo novo, espera com paciência até que nós voltemos atrás e aceitemos seu amor em nossas vidas. É o que o evangelho nos mostra. Jesus está indignado com a forma de raciocínio de seu povo que coloca Deus como justiceiro que mata os que deles se afasta e diz que aqueles que morreram nos acidentes não eram mais pecadores que os outros e no tocante a parábola nos mostra que devemos dar bons frutos em nossa vida, pois foi para isso que fomos criado. Deus nos criou para o amor e espera isso de nós como uma conseqüência natural da pessoa humana e quando isso não acontece para nada mais serve. Foi o caso da figueira que diante da ordem de cortá-la aparece um intercessor que apela ao senhor para que dê mais um tempo em que iria dedicar-se mais sobre aquela arvore buscando bons resultados com seus frutos. Este é o papel de Jesus que intercede ao Pai por nós e sempre está solicitando um tempo a mais para nossa recuperação na graça.

Neste tempo de graça nos coloquemos de forma humilde diante do Senhor e clamemos sua misericórdia aderindo mais na oração, penitência e caridade. Somente assim experimentaremos a alegria da Páscoa. Do contrário esta seria somente uma festa litúrgica proposta pela Igreja.

“Senhor converta-me para vós e serei salvo”.

 

Antonio ComDeus

fonte: http://www.comdeus.org.br

 

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